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quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Universidades públicas não podem mais cobrar taxa de matrícula

Universidades públicas não podem mais cobrar taxa de matrícula
Da Redação*
Em São Paulo
O STF (Supremo Tribunal Federal) proibiu a cobrança de taxa de matrícula feita por algumas universidades públicas. Por maioria, os ministros do STF consideraram a prática inconstitucional, em julgamento conjunto de vários recursos extraordinários realizado na última quarta-feira (13).

O principal recurso analisado foi o da UFG (Universidade Federal de Goiás) contra a decisão do TRT-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), sediado em Brasília, a favor de sete candidatos aprovados em vestibular da UFG.

O TRF-1 entendeu que a cobrança da taxa de matrícula feria a constitucionalidade do artigo 206, inciso IV, da Constituição, que determina que as instituições públicas de ensino têm a obrigação de prestar educação gratuita.

Para o ministro Ricardo Lewandowski não é factível que se criem obstáculos financeiros ao acesso dos cidadãos carentes ao ensino gratuito. Ele votou contra o recurso e foi acompanhado pelos ministros Carlos Alberto Menezes Direito, Carlos Ayres Britto, Cezar Peluso, Ellen Gracie e Marco Aurélio que formaram a maioria.

Divergência
A ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha votou pela constitucionalidade desta cobrança por parte da universidade, lembrando que ela não é obrigatória, e fazendo referência explicita ao caso da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), que a ministra disse conhecer de perto.

Segundo Cármen Lúcia, a UFMG estabeleceu essa "taxa" em 1929, em benefício das pessoas que não podem ter acesso, tendo como base o princípio da solidariedade. Quem não pode pagar, fica isento, ressaltou a ministra.

Para a ministra, a educação é um serviço publico essencial, mas não existe incompatibilidade deste tipo de cobrança com a Constituição Federal. Ela encerrou seu voto, pelo provimento do recurso, lembrando que só em 2007, mais de cinco mil pessoas que não poderiam permanecer na UFMG e buscar alternativas para uma vida profissional, se beneficiaram do fundo criado a partir desta cobrança.

Ao final do julgamento do recurso, os ministros do STF aprovaram, por unanimidade, súmula vinculante sobre a inconstitucionalidade da cobrança de matrículas de alunos em universidades públicas.

*Com Agência Brasil e Última Instância

http://educacao.uol.com.br/ultnot/2008/08/14/ult105u6829.jhtm

Att,
Otávio Anacleto Pereira Barbosa

terça-feira, 29 de julho de 2008

Sistema Acafe : Moção de Apoio aos Estudantes das Universidades que integram o sistema ACAFE.

Pessoal,

Eu redigi a moção, vejam se está nos conformes. Qualquer contribuição é importante para melhorar o texto. No mais, temos que ver como mandar, ou melhor, para quem.. alguém sabe como funcionam as entidades estudantis dessas universidades. Tem que encaminhar pro DC também, alguém tem o contato?

Abraço aos companheiros e Boas Férias,
Adalberto Teodósio Tabalipa

Centro Acadêmico Livre de Ciências Sociais - CALCS
Diretório Central dos Estudantes - DCE Luiz Travassos



Moção de Apoio aos Estudantes das Universidades que integram o sistema ACAFE.

O Diretório Central dos Estudantes Luiz Travassos da UFSC vem através deste, solidarizar-se com os colegas estudantes que integram o sistema ACAFE, e que neste momento sentem na pele as dificuldades de ingresso e permanência numa Universidade, direito que deveria ser assegurado pelo Estado, e que apesar de pertencentes à rede pública cobram mensalidades, em contradição com o preceito constitucional estabelecido no artigo 206, inciso IV que assegura a “gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais”. e que acaba ficando à custo do aluno, muitas vezes impossibilitado de bancar as mensalidades, material, transporte e alimentação, causas que se refletem diretamente no alto índice de evasão escolar.

Dados divulgados na Reportagem Especial de sábado do Diário Catarinense, intitulada “Aula de Renegociação” demonstram que cerca de trinta mil alunos que integram o sistema ACAFE (Associação Catarinense das Fundações Educacionais) estão com mensalidades atrasadas, e o índice de inadimplência chega à taxa de 20% durante o semestre. Os alunos que não renegociam sua dívida com as instituições estão "sujeitos a cadastro no SPC”. O processo de mercantilização do ensino fica claro quando questões políticas dos estudantes – a falta de condições de se manter numa instituição pública de ensino é sim um problema político - são resolvidas no Serviço de Proteção ao Crédito. Solidarizamo-nos também com os professores e funcionários dessas instituições, em virtude da alta taxa de demissão destes profissionais, que nas palavras do secretário executivo da ACAFE, tem a “folha de pagamento como o grande custo destas instituições”.

Por fim deixamos aqui nosso posicionamento contrário a toda e qualquer mercantilização do ensino (incluindo aí a cobrança de mensalidades); nossa posição em defesa da reestatização do sistema ACAFE e, deixando desde já em aberto um espaço de diálogo na construção de um movimento estudantil em nosso Estado.


Saudações aos colegas,


DCE Luiz Travassos
Gestão Educação não é Mercadoria

CALCS - Centro Acadêmico Livre de Ciências Sociais
Gestão Coletivo Estudantil Crítico em Ciências Sociais

domingo, 8 de abril de 2007

Debate: REFORMA UNIVERSITÁRIA: Será o fim da Universidade Pública?

Leia e repasse!!

Falta de bolsas de pesquisa e de concursos para professores, filas no RU, pouquíssimas vagas e situação precária nas moradias estudantis, empresas privadas na UFSC: você faz parte desta realidade? Você vê a cada ano que passa uma desvalorização maior da Educação Pública e o crescimento desenfreado do ensino privado?

Venha para a Discussão!!

Ensino à Distância, ProUni, Universidade "Nova"...
REFORMA UNIVERSITÁRIA:
Será o fim da Universidade Pública?
com representantes do ANDES (Associação Nacional dos Docentes), Frente Nacional de Luta Contra a Reforma Universitária e SINTUFSC

Quinta, 12/04
18h30 no
Auditório do Centro Sócio-Econômico (CSE)

Organização:
CAs de Arquitetura, Economia, Enfermagem, Letras e Serviço Social