sexta-feira, 20 de junho de 2008

PESQUISA PRA QUEM?

*NOTA DA VIA CAMPESINA PERNAMBUCO À SOCIEDADE BRASILEIRA - PESQUISA PRA QUEM?*

Dia 10 de junho a Via Campesina Brasil deu inicio a sua Jornada Nacional de Luta Contra o agronegócio e em defesa da agricultura camponesa.

Em Pernambuco, entre várias ações que estão se realizando durante a semana, foi realizada uma ação em protesto contra a produção em larga escala de agro-combustíveis, em específico o avanço da monocultura da cana-de-açúcar. O ato foi realizado na Estação Experimental de Cana-de-Açúcar (EECAC), no município de Carpina, Zona da Mata Norte de Pernambuco. A Estação Experimental é uma Parceria Público-Privada entre o Sindaçúcar - Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Pernambuco, que reúne as 20 maiores usinas do Estado - e a Universidade Federal Rural de Pernambuco, e há 38 anos desenvolve pesquisas para o desenvolvimento genético de cana, inclusive, de cana transgênica.

O objetivo da ação política não foi um ataque à universidade ou às pesquisas acadêmicas em geral. O objetivo principal foi demonstrar à sociedade que os camponeses e camponesas do Brasil são contra este modelo que privilegia a monocultura exportadora, utilizando nossas riquezas naturais, nossas terras e mão-de-obra barata, destruindo o meio ambiente e produzindo trabalho escravo. Entendemos que o papel da universidade não é usar recursos públicos para pesquisas que beneficiam usineiros, mas sim, para pesquisas que construam uma alternativa de desenvolvimento para região que possa servir à grande maioria.

A Estação Experimental de Cana-de-Açúcar recebe cerca de 6 milhões de reais por ano para investir em pesquisa de "melhoramento genético" de cana-de-açúcar. Metade desse recurso - R$ 3 milhões - são provenientes de usinas ligadas ao Sindaçúcar, o que prova a estreita relação entre
a Estação, a UFRPE e os usineiros. Os outros R$ 3 milhões são captados por projetos de pesquisa vinculados à UFRPE - ou seja, é dinheiro público.

Segundo o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), o custo médio para o assentamento de uma família na região nordeste é de R$ 25 mil por família. Isso quer dizer R$ 6 milhões poderiam assentar pelo menos 240 famílias por ano no nordeste, que estaria produzindo alimentos saudáveis para elas e para a população local. Ao invés disso, esse dinheiro é utilizado para beneficiar 28 usinas e destilarias nos estados de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte, e para promover ainda mais o avança do monocultivo de cana-de-açúcar, causando a elevação dos preços dos alimentos e a concentração da propriedade da terra por empresas estrangeiras.

A diminuição sucessiva da área plantada de alimento terá, em breve, conseqüências gravíssimas para toda população mundial. Hoje a população urbana já está sofrendo em função do aumento dos preços dos alimentos, conseqüência principalmente da utilização da soja brasileira para produção de biodiesel e do milho dos Estados Unidos para produção de etanol.

Nós, da Via Campesina, somos aqueles que foram despojados de toda e qualquer sorte e possibilidade em conseqüência da ação devastadora da monocultura da cana-de-açúcar, concentradora de terra e riqueza. Somos pobres, fomos durante toda história escravos do setor
sulcroalcooleiro, que sempre dominou a Zona da Mata Pernambucana, que chega até a ser chamada por alguns pesquisadores de "região canavieira". Somos filhos desta terra e ao longo da história fomos onstruindo a consciência de que nesta região podemos construir um outro modelo de agrícola e de desenvolvimento econômico.

Queremos fazer entender que a responsabilidade da universidade publica é para com o povo e não para com o agronegócio e o capital financeiro,que querem transformar os alimentos, as sementes e todos os recursos naturais em mercadoria para atender os interesses, o lucro e a ganância das grandes empresas transnacionais. Os recursos financeiros e humanos de uma instituição pública como a Universidade Federal Rural de Pernambuco devem ser usados para ajudar a resolver os problemas do povo brasileiro. E a fome é um deles. Portanto que pesquisem desenvolvimento de milho, de feijão, de macaxeira. Se os usineiros querem fazer pesquisa para aumentar seus lucros, que façam em suas terras e contratem seus técnicos.

Certamente quando a universidade pública entender seu papel social ela poderá contribuir muito utilizando o conhecimento acumulado e os técnicos servidores públicos que se apropriaram destes conhecimentos, com recursos públicos do povo brasileiro, para a melhoria das condições de vida da maioria e a produção de alimentos audáveis e baratos. Esse é certamente o anseio da maioria do povo brasileiro e de inúmeros professores e alunos da UFRPE e da UFPE que nos parabenizaram pela ação e continuam nos prestando sua solidariedade.

*Via Campesina - Pernambuco*

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NOTÍCIAS E TEXTOS:

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quinta-feira, 19 de junho de 2008

Jornada de Intervención Cultural - FRENTE POPULAR DARÍO SANTILLÁN

JORNADA DE INTERVENCIÓN CULTURAL

'BUSCANDO JUSTICIA'
Sábado 21 de junio desde las 12 hs
en 1 y 58
Sien Volando realizará un mural
Muestras, feria de productivos, murgas, bandas
y serigrafía (¡llevá tu remera!)

Espacio Cultural | FRENTE POPULAR DARÍO SANTILLÁN | Regional La Plata, Berisso y Ensenada

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NOS INFORMAMOS POR NUESTROS PROPIOS MEDIOS

Prensa De Frente / www.prensadefrente.org
Darío Vive / www.dariovive.org
Radio Futura / FM 90.5 La Plata / Desatormentándonos / Lunes a viernes desde las 8 hs.

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entrá al sitio acá
www.frentedariosantillan.org

FRENTE POPULAR DARÍO SANTILLÁN
Regional La Plata, Berisso y Ensenada

El Frente Popular Darío Santillán es un espacio político y social, multisectorial y autónomo, que en la región de La Plata, Berisso y Ensenada articula las siguientes organizaciones de base:
MTD La Plata /// MTD Berisso /// MUP La Plata y Verónica /// C.O.P.A. (Coordinadora de Organizaciones Autónomas) - UNLP (AULE - Facultad de Humanidades y Cs. de la Educación / MUECE - Facultad de Cs. Económicas / Cambium - Facultad de Cs. Agrarias y Forestales / El Pelo de Einstein - Facultad de Cs. Exactas / Minga - Facultad de Veterinaria / Fandango - Facultad de Periodismo y Comunicación Social / AULE - Facultad de Psicología) /// Taller de Educación Popular Tiburones y Mojarritas /// Org. barrial Juanito Laguna /// Galpón Sur /// La fragua, agrupación de trabajadores y trabajadoras

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Encenações Ceart

Para quem curte teatro (e de graça)

Prestigiem!

O link com a programação:
http://cenas2008.wordpress.com/

Obrigada!
Gabi

O povo deve sofrer calado... Polícia Gaúcha humilha presos políticos

Galera!!!

Importantíssimo verificar que nacionalmente a onda de repressão está tomando proporções assustadoras, que lembram os tempos da ditadura civil militar de 64. Os camponeses e trabalhadores do RS foram barbaramente reprimidos e espancados neste dia 11 de junho no protesto contra o governo corrupto de Yeda, mostrando que a luta de classes é mais atual do que nunca.
Em anexo texto e fotos do massacre!

RODRIGO
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POLÍCIA GAÚCHA HUMILHA PRESOS POLÍTICOS.

O povo deve sofrer calado. Assim pensa o Estado “democrático” burguês. A polícia deve calá-lo, mesmo que pra isso precise fazer incursões plenas de abuso de poder e ódio racial e de classe dentro das vilas diariamente.

Como a única saída para o povo é se organizar, quando ele se organiza, a polícia é chamada para: dispersar o povo para que este não chegue a incomodar os donos do poder, e dar exemplos à sociedade do que acontece com aqueles que ousam contestar a ordem burguesa.

No dia 11 de junho de 2008, 1200 trabalhadores organizaram uma pacífica manifestação para denunciar o controle das transnacionais sobre nossa nação. Fariam uma marcha, cheia de simbolismos (com encenações, bonecos gigantes, folhas de eucalipto; alimentos seriam doados a moradores da periferia atingida pelo ciclone, abandonados pelo estado, etc.). Esta manifestação ocorreu em diversos estados simultaneamente.

Porém....

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Polícia sabota carro do sindicato, esvaziando pneus, para preparar ataque.

...próximo das 10h da manhã, ao entrar pacificamente no estacionamento da Wal Mart/Nacional, onde se realizaria o 1° ato simbólico, o povo organizado foi surpreendido por uma polícia preparada para destroçar a manifestação, sem conversas.

O povo, pacificamente, ainda tentou evitar a agressão da brigada, pedindo calma e que ao menos pudesse se estabelecer um diálogo, para que não pairassem dúvidas sobre as intenções da manifestação....

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Manifestantes pedem, de corpo aberto, que a polícia não agrida ninguém, Os manifestantes denunciariam os inúmeros processos de desrespeito às leis trabalhistas e sonegação dos quais é acusada a Wal Mart (maior transnacional varejista do mundo), suas chantagens a agricultores para manter seu monopólio e lucros exorbitantes sobre a venda de alimentos, sua prática de quebrar comércios vizinhos e seu desrespeito aos clientes mundialmente conhecido. Mas o Estado burguês sabe a quem serve...


MAS SERÁ QUE A POLÍCIA DE YEDA QUERIA MESMO EVITAR O CONFRONTO?

A polícia chegou espremendo o povo nas grades, espancando a cacetadas e pontapés mulheres e jovens. O povo ainda tenta evitar o conflito, pedindo calma à polícia, inclusive pelo carro de som. Mas a ordem era impedir manifestações e destroçar os movimentos organizados

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A polícia chega arrebentando o povo pacífico, sem sequer ouvi-los...

Três policiais derrubam um membro da negociação e o espaçaram no chão até perfurar seu pulmão. Pistolas em punho. Tiros e bombas desesperavam senhoras e crianças que vinham prontas para uma bonita manifestação, cheia de simbolismos em defesa de um projeto popular para o Brasil.
















Desarmado e tentando evitar conflitos, militante é espancado no chão. Pai de 3 crianças,

ficou 3 dias no hospital, com dreno retirando 2 baldes de sangue do pulmão





O que o Estado burguês tem a oferecer ao povo














Após dispersar barbaramente o povo organizado, vieram para garantir seus troféus políticos. Prenderam o senhor que havia sido espancado por cinco policiais no chão e sua esposa, após arrochá-la com cacetadas nas costas, enquanto, desesperada, tentava cuidar da saúde de seu marido.

Em seguida, cercaram o carro de som, colocando uma pistola na cabeça do motorista, para arrancar a ele e seu auxiliar de dentro da cabine. Mais dois presos. Os próximos foram os membros da equipe de animação: gaiteiro, cantora, dois violeiros e dois animadores. Todas prisões políticas, arbitrárias e violentamente efetivadas, sem acusações em bases legais.

Três membros da equipe de animação foram arrancados violentamente de cima do carro de som. Antes que estes chegassem às escadas, gritava um dos policiais da choque que torcia seus cabelos e braços: “não me custa nada te atirar daqui de cima”.

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Jovem mãe, animadora no carro de som, é agredida por policiais ao ser retirada a força de onde estava, tentando acalmar os ânimos pelo microfone.

Qual seu crime? Falar? Existir?

Enquanto isso, a advogada do movimento apresentava sua carteira da OAB ao comando, tentando evitar tais agressões. Apenas ouve-se o comandante gritar para a ela: “cala essa boca filha da puta”. E também a advogada foi por eles algemada. Um dos animadores presos teve de ficar de costas com o rosto apertado no carro de som, enquanto sua mochila era revistada. Durante isso, um dos policiais falou a outro: “vamos *** ele”, utilizando uma gíria policial que significa inserir nos materiais do preso algo que possa incriminá-lo. Tendo o rapaz ouvido isso e chamado a atenção da imprensa, que estava por perto, os policiais mandaram-no calar e forçaram-no a sentar na calçada. Em seguida, ele foi brutalmente algemado, tendo seu braço esquerdo torcido ao extremo de quase quebrar-se. Enquanto ele era arrastado por dois policiais para um camburão, os policiais lhe gritavam: “fala agora filha da puta, fala agora! Tu tá em todas, né?! Nós queria te grampear a tempo! Fala agora filha da puta”.

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Para o povo, fome ou cadeia.

Daqui em diante, o povo foi separado. Presos e feridos para uma cela no Palácio da Polícia. Os demais seguiram em marcha para o Piratini. Ou melhor, tentaram, pois foram barrados e dispersos a bombas e tiros pela polícia. Imagens em breve no vídeo.

Entre os presos, não foram mais permitidas fotos.

Apenas marcas e memórias...


Dentro do camburão, já se encontravam os demais 10 companheiros presos, todos algemados. Um deles, inclusive, era o senhor com o pulmão perfurado, a esta altura, já cuspindo sangue, branco como papel. Sua esposa, algemada na outra ponta do camburão, apenas chorava.

Após muito tempo perdido com identificações dos “criminosos”, o senhor mais ferido foi levado ao hospital, onde teve de passar 3 dias imobilizado e com um dreno retirando-lhe 2 baldes de sangue dos pulmões.

Levados com sirenes ligadas até o palácio da polícia, os trabalhadores foram mantidos durante a manhã e tarde algemados em uma sala toda gradeada. Ao longo da tarde, tiveram de identificar-se diversas vezes, ouvindo inúmeras ironias dos policiais. Para além das diversas referências a que “baderneiros tem mesmo é que apanhar e ser presos”, surpreendeu a declaração de uma policial que defendia abertamente que “precisamos mesmo é que os militares venham colocar ordem nessa história” (!)

Aqueles presos que precisavam, por exemplo, ir ao banheiro, eram obrigados a esperar mais de hora pela boa vontade dos carcereiros, que ainda obrigavam aqueles que estavam algemados juntos a ir nestas mesmas condições ao banheiro.
Diversos policiais e funcionários manifestaram solidariedade aos presos políticos, mas se mostravam acossados pela amarras do estado burguês. São empregados.

A realidade é que os presos apenas não foram mais maltratados, porque a polícia e o governo se sentiram obrigados a respeitar o poder do povo organizado nos movimentos sociais. Eles sabem que aprendemos a transformar desrespeitos em luta popular.
Graças a isso, e a falta de provas que justificassem a solicitação do Coroné Mendes de que os trabalhadores fossem presos por crimes “em flagrante”, foi estabelecido um acordo com o delegado de que os presos seriam mantidos no palácio da polícia, até a decisão da juíza sobre a correção ou não de eles serem despachados para presídios comuns.

Não há conciliações na democracia burguesa...

Entretanto, próximo das 22h, quando os advogados tiveram de ausentar-se para audiência com a Juíza, o delegado recebeu ordens do núcleo do governo, de levar a força os trabalhadores para presídios comuns. Durante minutos de muita tensão, toda a negociação estabelecida anteriormente, que parecia sólida, se desmanchava no ar. Todos seus pertences tiveram de ser deixados para traz em meio a correria. Homens e mulheres foram separados, colocados dentro de camburões que assemelhavam-se as caixinhas minúsculas nas quais eram trazidos os trabalhadores africanos seqüestrado na África para a escravidão no Brasil. Carros gradeados como se carregassem animais ferozes. Novamente com sirenes ligadas, os “criminosos” foram levados com muito alarde a sua nova senzala.

Os homens foram deixados no Presídio Central, e as mulheres levadas para o presídio feminino.

Na penitenciária masculina, o motorista da civil que deixou os homens ainda lhes disse: “eu sinceramente sinto muito por isso. Vocês estão certos. Mas está é a ordem, né?!”

A nova senzala do velho Brasil-Colônia

Já dentro do presídio, os trabalhadores foram postos com os rostos contra uma parede, ao lado de dois jovens negros, de chinelos de dedo e pés sujos de cal, algemados. Aos gritos e pauladas na parede, os dois foram levados primeiro. Depois de identificados, os presos políticos foram, dois a dois, de braços cruzados a frente do corpo, para a revista. O ambiente era digno de filmes de horror. Paredes podres, caindo sozinhas, tudo muito gelado e úmido. Celas muito protegidas se apresentavam desde o início do corredor.

Durante as revista, os homens eram obrigados a despir-se completamente, retirar todos seus pertences, inclusive alianças ou crucifixos. Nus, eram obrigados a agachar-se algumas vezes em frente aos policiais. A dureza nas ordens dadas pelos agentes já indicava quem mandaria lá dentro e quem deveria apenas obedecer calado. A humilhação e o rebaixamento humano são as marcas daquele espaço.

Os dois primeiros presos políticos a ser encarcerados foram postos em uma cela comum com outros homens presos naquela noite. Apenas dois entre os 20 presos aparentava ter mais de 35 anos. A maioria negros. Todos, absolutamente todos, com rostos sofridos de trabalhadores pobres. A maioria, preso por transporte de drogas.
Um dos presos políticos era um sem-terra. Conhecia outros dois presos, vizinhos na vila onde morara antes de acampar, estavam detidos por porte de drogas. Os três com rostos marcados pela dureza da luta pela sobrevivência. Comentava o sem-terra e seu companheiro que haviam sido presos durante manifestação pacífica contra o preço dos alimentos e por “bóia para as famílias”. Lembrava um deles “nós éramos apenas da equipe de animação, nem pudemos usar as mãos para defender os companheiros, pois fomos cercados e presos antes”. Todos os presos olhavam com certa admiração, alguns balançando a cabeça em apoio aos lutadores, enquanto outros chegavam a expressar que estávamos corretos e que assim deveria ser. Um deles ainda dizia: “é, o povo não sabe a força que tem”. Crescia uma certa identidade.

Em seguida, porém, os dois presos políticos foram retirados da cela, e colocados em uma cela ao lado, junto com os demais companheiros presos.

Somente a união e a consciência de classe permitem suportar a desumanização...

Ambas as celas eram cubículos gradeados, escuros, úmidos e muito frios. Misturavam-se restos de pães, banana, urina e fezes, onde, por vezes, passavam ratazanas em busca de alimentos. Ali, sentados, os presos políticos passaram boa parte da noite. Fantasmas começavam a rondar suas mentes.

Eles foram ainda trocados de cela uma três vezes durante a noite, passando também por identificações, fotografias, etc. Depois de feitos os arquivos policiais sobre eles, chegou uma informação de que “o comandante queria ter em mãos seus arquivos”.
O mais duro durante a noite, porém, foi suportar o frio lancinante, que congelava seus corpos permanentemente tiritantes, sentados em uma bancada gelada, durante toda a noite. Dormir um pouco era um sonho impossível.

Seria muito difícil manter a lucidez mental se aquelas condições materiais se mantivessem por mais tempo. Apenas a confiança na vitória infalível da luta popular e no sentido de missão que companheiros presos políticos cumprem na luta de classes, mantinha sua moral de pé. De fato, eram justamente aqueles com mais formação política os que conseguiam manter a lucidez militante e animar seus camaradas até o fim.

O medo necessário do poder popular

Sabidamente, a polícia e o estado seguiam com medo do poder do povo organizado. Por isso, tratou os presos políticos com relativa condescendência. Os horrores vividos foram mínimos perto do que passam os demais trabalhadores pobres presos por todo o estado, pelas mais diferentes desculpas. Quase todos, porém, jovens, na maioria negros.

Próximo das 9h os presos políticos foram chamados à identificação e, após algum período em suspenso, novamente com os rostos contra a parede do corredor, foram anunciados livres. Antes, porém, foram obrigados a caminhar pelo pátio do presídio, de braços cruzados frente ao corpo, em fila, ouvindo ordens aos berros dos policiais, que pareciam querer deixar marcas ainda na saída dos presos.

Aços forjados no fogo...

E eles tinham razão. Muitas marcas foram deixadas. Todas elas, porém, mesmo as mais lancinantes, são e serão transformadas em energia para a transformação social. Pois agora, eles construíram mais algumas dezenas de inimigos mortais da ordem burguesa, ensinaram-nos mais um espaço decisivo para a organização e a luta de classes e nos firmaram decisivamente a convicção de que a justiça só será feita quando, quem estiver algemado, dentro daquelas senzalas, forem os que hoje se acham donos do poder.

A ação da polícia durante a Jornada de Lutas dos Trabalhadores do Campo e da Cidade, reprimindo sua marcha em Porto Alegre, escancarou o papel do Estado em uma sociedade de classes.

O povo pode contar com os movimentos sociais para lutarmos juntos por justiça. Seremos fiéis ao povo, mesmo que isto custe nossas vidas. A primavera chegará.

”Nem prisão ou morte deterão a nossa ação...”


Pátria Livre! Venceremos!

terça-feira, 17 de junho de 2008

ATO na PRAE!

PESSOAL!!

Amanhã (quinta feira, dia 19/06), às 14 horas teremos ato na PRAE com a moção de repúdio ao cadastramento e o pedido de prestação de contas e às 15 horas no Gabinete do Reitor para entregarmos a CARTA COMPROMISSO ao PRATA.

RODRIGO

PET e Reunião com os CAs do CFH

Caro Eduardo e todos!
Estou respondendo/comentando/propondo a partir do SEU EMAIL e aproveito e encaminho à coordenação do curso!

E misturando as coisas... Hoje tem reunião com os CAs as 17:30. Pauta é articulação estudantil frente as eleições à direção do CFH e dá nova gestão da UFSC. Ficamos de levar propostas para construir uma pauta estudantil e universitária... diante da necessidade de construir um processo e um movimento democrático... precisamos fugir desse meritocracismo imperante nos departamentos e centros... onde poucos grupos de professores mandam e desmandam de acordo com seus interesses manobrando os estudantes (mantendo estes na apatia conformista e desinformada) e as demais categorias para estes interesses seus.

E esse debate do PET que já recorrente nas nossas falas mas pouco se articulou para sua efetivação... Tivemos varios esboços nesse sentido com o projeto do prof. Fernando e da prof. Sonia (se não me engano) e com esboços estudantis com a galera que hoje está na quinta e na terceira fase... e nós do calcs... mas tudo morreu na praia. Esse é um projeto que a galera que hoje esta na segunda e na primeira fase tem que vestir e correr atrás... Articular principalemente com a professora marisol e outros.

Hoje com a bolsa permanencia tivemos um bom acréscimo de bolsas de ensino, pesquisa e extensão nas sociais, mas ainda é pouco... um espaço como um pet poderia muito ajudar. afinal são 12 bolsas ligadas a pesquisa, ensino e extensão.

Aqui no CFH temos o PET da história... vale a pena ir lá conhecer como funciona, histórico etc. Poderiamos convida-los para participar de alguma atividade, uma mesa para os calouros... NO inicio do próximo semestre para ao longo do proximo ano ir construindo um projeto para o EDITAL de 2009. que tal? Creio que essa poderia ser um proposta levada aos outros CA e construirmos isto dentro da semana de integração/recepção aos calouros.

Acho que já haviamos debatido isto na reunião de planejamento que rolou em abril... (Que o Adalberto enviará a relatoria), mas não tenho certeza.

Na ultima reunião do CALCS tiramos que levariamos para a REUNIÃO COM OS OUTROS CAs hoje, as 17:30 no hall do CFH as propostas e principios tirados na ultima campanha... segue abaixo.

Lista de Propostas e Princípios norteadores das ações do CALCS - Gestão Coletivo Estudantil Crítíco, combativo e criativo nas Ciências Sociais! Por uma coletividade mais crítica! 2007/2008.

Princípios: 1. Independência frente a instituições e organizações que não sejam os estudantes deste curso; 2. Defesa da Universidade Pública, Gratuita, de Qualidade e comprometida com povo brasileiro; 3. Luta por concursos públicos e pela contratação de Professores DE e STAs; 4. Luta pela manutenção e ampliação dos direitos estudantis (Moradia, Bolsa Permanência, Restaurante Universitário etc.); 5. CA com reuniões abertas e de forma horizontal; 6. Gestão coletiva, organizada em comissões e projetos; 7. da transparência nas atividades e finanças (com as relatorias, atas e balancetes atualizados); 8. Incentivo à participação estudantil em atividades acadêmicas, políticas, recreativas e sociais; 9. Luta contra à criminalização do movimento estudantil; 10. Luta pela democracia interna e combate as ações anti-democáticas nesta instituição.

Propostas

EVENTOS: Realizar a IX (SEMACS) Semana de Ciências Sociais em 2008.1 / IV Semana de Integração com os CAs do CFH/CED / Projeto Paredão e Mostras de filmes / Ciclos de Palestras, Debates e Seminários/ Lutar pela Revitalização do Bosque /
Participar de todos os Congressos e Fóruns Estudantis / Promover Sarais, Festas, Manifestas, horas felizes, recepção aos calouros;
COMUNICAÇÃO: Efetivar o site/ Jornal estudantil periódico/ revitalizar o Mural do CALCS/ Passagens em sala/ Melhorar divulgação de reuniões do CA e dos orgãos deliberativos/ Ampliar a lista de email;

ESPAÇO FÍSICO: Manter o atual espaço e revitalizá-lo/ Lutar pelo espaço no bosque (projeto que já existe, juntamente com outros Cas)/ Buscar bolsista para a sala de computação 327 para uso dos estudantes em tempo integral;

MOVIMENTO ESTUDANTIL: Atividades de extensão juntamente com movimentos sociais, escolas e comunidades; Discussão para
um projeto de PET do curso de Ciências Sociais; Proporcionar uma ligação e atuação com o DCE e outros CA's; Promover debates
sobre Reforma Universitária, REUNI, ENADE, Conjuntura Nacional e Internacional, etc../ Acompanhar a representação discente e
debater em coletivo os posicionamentos/ Projeto de pesquisa de avaliação do curso/ convocar assembléias dos estudantes de Ciências Sociais para se tirar posições mais polêmicais/ incentivar e participar organizando o ME de CS local, regional e nacionalmente/ Debater a Sociologia no Ensino Médio na Universidade, na rede pública e no ME nacional;

POSICIONAMENTO: CONTRÁRIO a Reforma Universitária e suas medidas já adotadas (Ensino à Distância, ENADE, PROUNI etc.)/ Critico ao decreto do REUNI, as metas, ao processo "impositivo"e anti-democrático de aprovação nas universidades brasileiras, e a favor do debate público e aberto em Assembléia Geral Universitária, para aprovação ou não da adesão da UFSC a este projeto / Crítico nos debates sobre o ENADE / Pelo boicote a essa avalição/ Critico as entidades estudantis que atualmente não tocam nossas lutas (UNE e UCE), divulgando suas atividades aos estudantes.

Membros da Gestão (incluindo os que participam e os que estão afastados): kelem g. rosso 7f / joão v.m.g silva 8 f / sabrina schultz 8f / rodrigo f. ribeiro 7f / gabriela a. da silva 2f / adalberto t. tabalipa 3f / márcia de m. irigonhê 4f / tiago b. boff 6f / ana paula c. cichowicz 3f / paulo fukuta 5f / mariane da s. pisani 2f / natália c. pelosi 3f / camila philippi 5f / alexandro antunes 7f / fábio c. hartmann 9f / elis r. da costa 2f / anna cristina xavier 1f / cristina justo 3f/ vagner boni 6f (e os que se juntaram depois como gustavo, paula, érica, alexandre aimbiré, ramon...)

Aberto edital para criação de novos PET

Olá,
recebi a informação de que foi aberto edital para criação de novos PET (Programa de Educação Tutorial). Para quem não sabe o PET é um programa acadêmico que oferece bolsas para os estudantes do curso realizarem atividades ligadas a pesquisa, extensão e ensino. No CFH, o único curso que possui PET é a História.
Nas sociais, em outros editais, foram encaminhadas algumas propostas construídas às pressas e que talvez por isso nunca foram contempladas. Precisamos envolver algum professor do nosso curso que esteja interessado para que ele possa assumir esse projeto (Marisol??), que sem dúvida será importantíssimo para os estudantes de CSO, especialmente para aqueles que estão nas primeiras fases e para os que futuramente ingressarão.
abraços
eduardo